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A Polícia Civil de São Paulo localizou uma fábrica clandestina de bebidas em São Bernardo do Campo, na região metropolitana, de onde teriam saído garrafas adulteradas que levaram à morte de duas pessoas por intoxicação de metanol. A operação também interditou uma segunda fábrica em São José dos Campos, no Vale do Paraíba.
Segundo informações, a primeira fábrica utilizava etanol de posto de combustíveis na fabricação irregular das bebidas alcoólicas, as quais estavam misturadas com metanol, substância tóxica e proibida para consumo humano. As investigações sobre as mortes por intoxicação levaram os agentes até o local em São Bernardo do Campo.
Os primeiros casos de intoxicação por metanol foram registrados em um estabelecimento comercial na zona leste de São Paulo, onde duas vítimas fatais foram identificadas. Após a apreensão de garrafas contaminadas com metanol, os peritos constataram índices alarmantes da substância presente nas bebidas.
A proprietária do estabelecimento onde as mortes aconteceram foi presa em flagrante e pode enfrentar pena de até 8 anos de reclusão por falsificação e adulteração de substâncias nocivas à saúde. A polícia também prendeu o responsável pela segunda fábrica clandestina em São José dos Campos, onde eram produzidas cachaças de forma irregular e em condições precárias.
Durante as buscas em diferentes locais, incluindo São Caetano do Sul e na capital paulista, oito suspeitos foram encaminhados à delegacia para prestar esclarecimentos. Garrafas, bebidas e outros materiais utilizados na produção e rotulagem foram apreendidos como parte das investigações em andamento. |