Agentes da Polícia Federal estiveram na residência de Filipe Martins, ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro, em Ponta Grossa, no Paraná, para cumprir determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A diligência ocorreu no contexto da decisão que impôs prisão domiciliar ao ex-assessor, medida confirmada pelo STF.
A defesa de Martins reagiu publicamente à ação policial. O advogado Jeffrey Chiquini classificou a decisão como “absurda” e afirmou que pretende recorrer. A manifestação, no entanto, ocorre após Martins ter sido condenado a 21 anos de prisão pela Primeira Turma do Supremo por participação na tentativa de golpe de Estado, condenação que detalha seu papel como integrante do chamado “núcleo 2” da articulação golpista.
O mesmo grupo inclui o ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal, Silvinei Vasques, preso no Paraguai após tentar deixar o país rumo a El Salvador utilizando documentos falsos. O episódio reforçou, segundo investigadores, o risco concreto de fuga entre os envolvidos, argumento que embasou medidas cautelares mais rígidas.
Apesar da condenação e do contexto das investigações, a defesa de Filipe Martins sustenta que há abuso na imposição das medidas, alegando descumprimento de garantias legais. A narrativa jurídica, contudo, contrasta com o avanço das apurações e com o entendimento já firmado pelo Supremo sobre a gravidade das condutas atribuídas ao ex-assessor.
A presença da Polícia Federal na residência de Martins ocorre em meio à intensificação das ações contra integrantes centrais da tentativa de ruptura institucional. Enquanto a defesa anuncia novos recursos, o caso segue como parte de um conjunto mais amplo de responsabilização judicial dos envolvidos na trama golpista que teve como pano de fundo o governo Jair Bolsonaro.
