Ministério da Saúde tenta compra emergencial de antídoto para contaminação por metanol |
| Date: Oct 3, 2025 |
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| Image title: Ministério da Saúde tenta compra emergencial de antídoto para contaminação por metanol |
| Image credit: Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil |
| Link: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2025/anvisa-publica-edital-de-chamamento-internacional-para-aquisicao-de-antidoto-para-metanol |
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O Ministério da Saúde do Brasil identificou a urgente necessidade de assegurar a segurança assistencial no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) e o abastecimento nacional do medicamento Fomepizol, utilizado como antídoto em casos de intoxicação oral por metanol. Devido à inexistência de autorização de comercialização deste medicamento pela Anvisa, tornou-se essencial identificar potenciais fornecedores em outros países. Por esse motivo, foi lançado um Edital de Chamamento Internacional com o objetivo de identificar fabricantes e distribuidores internacionais de Fomepizole (Nome DCB/I: FOMEPIZOLE INJ) na concentração de 1000 mg/ml em ampolas de 1,5 ml, para fornecimento imediato ao Brasil. Os recentes casos de intoxicação por metanol no Brasil levantaram um alerta sanitário, levando o governo a agir rapidamente para garantir o acesso ao Fomepizol, fundamental como antídoto nesses envenenamentos. Com o aumento no número de casos de intoxicação pela substância misturada a bebidas alcoólicas adulteradas, a importação urgente do medicamento se tornou crucial. Como o Fomepizol não está disponível no mercado nacional, a Anvisa iniciou contatos com autoridades reguladoras de diversos países, incluindo os Estados Unidos, União Europeia, Canadá, Reino Unido, Japão, China, Argentina, México, Suíça e Austrália. Essa ação visa acelerar os trâmites para trazer o medicamento ao Brasil e ampliar as opções de tratamento disponíveis nos hospitais. O Fomepizol é considerado fundamental no tratamento de intoxicação por metanol por bloquear a transformação da substância em metabólitos tóxicos, que são responsáveis por causar danos graves ao sistema nervoso e ao fígado. Sem o medicamento, os serviços de saúde precisam recorrer a alternativas menos seguras e eficazes, como o uso controlado de etanol grau farmacêutico, que pode apenas retardar o efeito do veneno. |