Caso Master: Toffoli admite ser sócio em resort vendido a cunhado de Vorcaro |
| Date: Feb 12, 2026 |
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| Image title: Caso Master: Toffoli admite ser sócio em resort vendido a cunhado de Vorcaro |
| Image credit: Reprodução/Tayayá Aqua Resort |
| Link: https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/02/12/toffoli-master.ghtml |
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Um negócio envolvendo o resort Tayayá, no interior do Paraná, colocou no centro do noticiário a empresa Maridt e sua relação com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli. Em nota, o ministro afirmou ser sócio da companhia e disse que os valores recebidos nas operações foram declarados à Receita Federal. Segundo o comunicado, a Maridt era uma sociedade anônima de capital fechado, registrada na Junta Comercial, com entrega de declarações anuais. A administração, de acordo com a nota, ficava a cargo de parentes do ministro. O texto também cita a Lei Orgânica da Magistratura, no artigo 36 da Lei Complementar 35/1979, para sustentar que magistrados podem integrar quadro societário e receber dividendos, desde que não exerçam atos de gestão como administradores. A participação da Maridt no grupo Tayayá Ribeirão Claro, ainda de acordo com o documento, foi encerrada em duas etapas. A primeira ocorreu em 27 de setembro de 2021, quando parte das cotas foi vendida ao Fundo Arleen, ligado a Fabiano Zettel. A segunda se deu em 21 de fevereiro de 2025, com a alienação do saldo remanescente para a PHD Holding. Toffoli afirmou que as vendas foram feitas “dentro de valor de mercado”. No caso da operação de 2021, o próprio texto informa que o Fundo Arleen comprou por R$ 3,2 milhões metade da participação no Tayayá. A nota também registra que o fundo é administrado pela Reag, citada no contexto da investigação envolvendo o Banco Master. A empresa Maridt, segundo a mesma descrição, manteve participação na administração do resort até fevereiro de 2025. No período em que a companhia adquiriu ações do Tayayá, os irmãos do ministro — José Eugênio Dias Toffolli e José Carlos Dias Toffoli — eram executivos da empresa. O caso aparece em paralelo à investigação no STF sobre supostas fraudes ligadas à tentativa de compra do Banco Master pelo BRB, na qual Toffoli atua como relator. A Polícia Federal entregou ao presidente do STF, Edson Fachin, material encontrado no celular de Daniel Vorcaro; o conteúdo inclui menções a Toffoli. Em seguida, Fachin encaminhou o relatório ao relator para avaliação sobre eventual impedimento. Na nota, Toffoli diz que se tornou relator do caso Master quando a Maridt já não integrava mais o grupo Tayayá Ribeirão Claro e acrescenta: “nunca "recebeu qualquer valor de Daniel Vorcaro ou de seu cunhado Fabiano Zettel"”. O texto não informa o total recebido pelo ministro nas negociações, mas reforça que houve declaração à Receita Federal. |