Com menos de um mês no cargo, primeiro-ministro da França renuncia ao cargo

Date: Oct 6, 2025
Image title: PARIS, FRANCE - MAY 07: French Minister of the Armed Forces Sebastien Lecornu arrives at the Elysee Palace on May 07, 2025 in Paris, France. French President Emmanuel Macron is hosting Syria's interim president Ahmed al-Sharaa, marking al-Sharaa's first visit to a European country as leader of the transitional government, following the fall of the Assad regime in December. The pair are expected to discuss efforts to bolster ties between the two countries, as well as security concerns over Israel's increased military operations in Syria. According to human rights groups, hundreds of people have been killed in sectarian violence in Syria since Macron extended the meeting invitation in February, despite al-Sharaa's pledge to protect minority groups. (Photo by Tom Nicholson/Getty Images)
Image credit: Tom Nicholson - 2025 Getty Images
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O primeiro-ministro da França, Sébastien Lecornu, renunciou de maneira repentina nesta segunda-feira (6), menos de um mês após assumir o cargo. Lecornu foi nomeado pelo presidente Emmanuel Macron em 9 de setembro, tornando-se o quinto premiê do segundo mandato de Macron. Sua nomeação ocorreu após o ex-primeiro-ministro François Bayrou perder um voto de confiança no Parlamento. A renúncia de Lecornu surpreendeu a todos, ocorrendo apenas 14 horas depois que ele anunciou seu novo gabinete. A rápida renúncia sem precedentes provocou uma queda nas ações francesas e no euro, aprofundando ainda mais a crise política no país.


A instabilidade política na França se intensificou devido à crise econômica que assola o país, sendo a França a nação mais endividada da União Europeia. Marine Le Pen, líder do partido de extrema direita Reunião Nacional (RN), defendeu a convocação de eleições legislativas antecipadas após a renúncia de Lecornu. Com apenas 39 anos, Lecornu foi o ministro da Defesa mais jovem da história francesa e arquiteto de um plano de reforço militar até 2030. Ele se destacou por sua atuação no controle da revolta dos coletes amarelos durante o "grande debate" de Macron, antes de se unir ao movimento centrista em 2017.


A renúncia de Lecornu desencadeou uma reação em cadeia no cenário político francês, com Marine Le Pen argumentando que a dissolução da Assembleia Nacional se tornou imperativa para restabelecer a estabilidade. A pressão dos partidos políticos, aliada à insatisfação de oponentes e aliados com a composição do novo gabinete, contribuiu para a inesperada decisão de renúncia do primeiro-ministro. As ações do setor bancário sofreram forte impacto com a notícia, com queda significativa nas ações do BNP Paribas, Société Générale e Crédit Agricole. Aprofundando ainda mais a crise política, a França enfrenta um cenário de parlamento fragmentado e ausência de uma maioria clara, tornando incerto o futuro político do país.