Trabalho por aplicativos cresce 25,4% no Brasil em dois anos, revela pesquisa do IBGE |
| Date: Oct 18, 2025 |
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| Image title: NEW YORK, NY - AUGUST 8: After dropping off passengers at a Broadway play, Johan Nijman, a for-hire driver who runs his own service and also drives for Uber on the side, drives through the West Side of Manhattan on Wednesday evening, August 8, 2018 in New York City. On Wednesday, New York City became the first American city to halt new vehicles for ride-hail services. The legislation passed by the New York City Council will cap the number of for-hire vehicles for one year while the city studies the industry. The move marks a setback for Uber in its largest U.S. market. Nijman, a member of the Independent Drivers Guild who has been driving in various capacities since 1991, says the temporary vehicle cap is a good start but he would like to see the city do more to deal with the over-saturation of vehicles and new drivers. (Photo by Drew Angerer/Getty Images) |
| Image credit: Drew Angerer - Getty Images |
| Link: https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/44806-numero-de-trabalhadores-por-aplicativos-cresceu-25-4-entre-2022-e-2024 |
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Um relatório divulgado nesta sexta-feira (17) pelo IBGE apontou um aumento de 25,4% no número de trabalhadores por aplicativos no Brasil entre 2022 e 2024. Em 2024, o país contava com 1,7 milhão de pessoas que utilizavam plataformas digitais para exercerem suas atividades profissionais, o equivalente a 1,9% da população ocupada no setor privado. Este crescimento representou um acréscimo de 335 mil trabalhadores em relação a 2022. Dentre os trabalhadores por aplicativos, 58,3% atuavam no segmento de transporte, sendo 964 mil pessoas que exerciam essa atividade, incluindo táxis. Em relação aos trabalhadores de aplicativos de entrega, representavam 29,3% do total, somando 485 mil trabalhadores, enquanto os profissionais que utilizavam aplicativos de serviços gerais ou profissionais eram 7,8%, totalizando 294 mil pessoas. A pesquisa também apontou que aproximadamente 86,1% dos trabalhadores por aplicativos eram autônomos, e 6,1% eram empregadores. Comparativamente, houve uma maior informalidade entre os trabalhadores por aplicativos, com 71,1% atuando de forma informal, em contraste com os 43,8% dos não plataformizados que estavam nesta situação. Além disso, uma proporção menor de trabalhadores por aplicativos contribuía para a previdência em relação aos não plataformizados, sendo 35,9% e 61,9%, respectivamente. No que tange aos rendimentos, os motoristas de aplicativos apresentaram um rendimento-hora médio de R$13,9, valor próximo aos motoristas de automóveis não conectados a aplicativos (R$13,7). Entretanto, os motoristas não plataformizados formais tinham um rendimento-hora médio superior, de R$14,7. Em relação à formalização, os não plataformizados apresentaram uma maior proporção de contribuição para a previdência, com 61,9%, enquanto entre os trabalhadores por aplicativos esse percentual foi de 35,9%. Com relação aos condutores de motocicletas, houve um aumento na quantidade de pessoas que utilizavam aplicativos, passando de cerca de 1/4 em 2022 para aproximadamente 1/3 em 2024. O rendimento dos motociclistas que utilizavam aplicativos foi superior em comparação aos não plataformizados, sendo de R$2.119 contra R$1.653, respectivamente. No entanto, a informalidade entre os motociclistas que utilizavam plataformas digitais foi de 84,3%, um valor consideravelmente alto em comparação aos 69,3% dos não plataformizados. |