Brasil supera oposição da França e anuncia consenso na declaração final do G20 |
| Date: Nov 19, 2024 |
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| Image title: RIO DE JANEIRO, BRAZIL - NOVEMBER 18: Heads of State participate in the first workins sssion as part of the G20 Summit 2024 at Museu de Arte Moderna on November 18, 2024 in Rio de Janeiro, Brazil. The 2024 G20 Summit takes place in Brazil for the first time. The event gathers leaders of the most important economies. Starvation, sustainable development and social inclusion are some of the issues to be during the summit. (Photo by Buda Mendes/Getty Images) |
| Image credit: Buda Mendes - 2024 Getty Images |
| Link: https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2024/11/nos-ultimos-minutos-operacao-fato-consumado-garantiu-sucesso-da-declaracao-do-g20.shtml |
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O Brasil, representado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, conseguiu contornar a oposição da França e anunciou um acordo na declaração final do G20. A decisão foi tomada durante a última reunião plenária no Museu de Arte Moderna, na segunda-feira (18). Mesmo com a tentativa do negociador francês de revisar os termos da declaração, o presidente brasileiro bateu o martelo e deu o documento como aprovado. De acordo com relatos de testemunhas presentes na reunião, o negociador brasileiro argumentou que as mudanças solicitadas já haviam sido realizadas ao longo de um ano de negociação. Mesmo com a intenção da França de protestar, o presidente Lula passou a palavra ao líder argentino, Javier Milei, que expressou sua oposição a alguns pontos da declaração, mas afirmou que seu país não impediria a assinatura do documento. Após a aprovação da declaração, o negociador francês admitiu que "foi o que deu para fazer", indicando que a negociação não foi totalmente satisfatória para sua parte. Até a manhã da terça-feira (19), no entanto, os franceses não haviam retomado as queixas sobre o texto, que havia sido aprovado antes do ataque da Rússia à infraestrutura na Ucrânia no sábado (16). Os países emergentes tiveram sua vitória refletida no texto, mostrando a resistência ao desejo dos americanos e europeus em relação a condenar de forma mais categórica os ataques à Ucrânia. Enquanto alguns europeus desejavam maior destaque para o conflito na região, a declaração final acabou priorizando a necessidade de condenação às mortes de civis em Gaza, além de apoiar a solução de dois Estados na região, Israel e Palestina. |