Ataque israelense em escola de Gaza deixa 28 mortos e gera denúncia de crimes de guerra pela ONU

Date: Oct 10, 2024
Image title: SOUTHERN BORDER, ISRAEL - DECEMBER 8: An explosion is seen over Gaza, viewed from Israel on December 8, 2023 in the Southern border, Israel. It has been more than two months since the Oct. 7 attacks by Hamas that prompted Israel's retaliatory air and ground campaign in the Gaza Strip. (Photo by Amir Levy/Getty Images)
Image credit: Amir Levy - 2023 Getty Images
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Um ataque do Exército israelense atingiu uma escola na Faixa de Gaza nesta quinta-feira (10), resultando em pelo menos 28 mortos e 54 feridos, segundo informações do Crescente Vermelho palestino. O bombardeio alvejou a antiga escola Rufaydah, na área de Deir al Balah, onde civis estavam abrigados. As Forças de Defesa de Israel (FDI) afirmaram ter realizado a ofensiva contra um grupo de terroristas do Hamas que estaria operando no complexo escolar, de onde ataques teriam sido lançados contra Israel.


Após o ataque, um relatório divulgado pela comissão criada pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU acusou Israel de cometer crimes de guerra e crimes contra a humanidade, incluindo ataques contra pessoal e instalações médicas. A comissão investiga violações do direito internacional em Israel e nos territórios palestinos e divulgou seu segundo relatório desde o ataque do Hamas em 7 de outubro passado, que deu início a um conflito prolongado. O documento também destacou abusos cometidos contra detidos palestinos em Israel e reféns em Gaza, citando a prática de tortura e violência sexual e de gênero por parte de Israel e grupos armados.


Navi Pillay, presidente da comissão e ex-alta comissária da ONU para Direitos Humanos, enfatizou a necessidade de Israel interromper a destruição indiscriminada de instalações de saúde em Gaza. O relatório da comissão concluiu que as forças de segurança israelenses deliberadamente atacaram pessoal médico e veículos de emergência em Gaza, além de restringir autorizações para tratamento médico fora do território. Tais ações foram classificadas como crimes de guerra e crimes contra a humanidade pela comissão.