Preço do diesel sobe 7,72% em meio a tensões no Oriente Médio |
| Date: Mar 12, 2026 |
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| Image credit: Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil |
| Link: https://exame.com/brasil/diesel-sobe-77-nos-postos-no-brasil-em-meio-a-guerra-no-ira/ |
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Os primeiros dias de março registraram uma disparada no preço do óleo diesel nos postos brasileiros, de acordo com um levantamento da Edenred Mobilidade baseado em informações de 21 mil estabelecimentos. Na comparação entre a primeira semana de março e os últimos sete dias de fevereiro, o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL) indica aumentos acima de 7% em um dos tipos do combustível. Pelos números do IPTL divulgados nesta quinta-feira, 12, o diesel S-10 teve alta de 7,72%, saindo de R$ 6,22 para R$ 6,70 por litro. No mesmo recorte, o diesel comum avançou 6,10%, de R$ 6,23 para R$ 6,61. A gasolina, ainda segundo o índice, variou menos: 1,24%, passando de R$ 6,44 para R$ 6,52. Já a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) trouxe uma fotografia diferente nos dados mais recentes, divulgados na sexta-feira (6). Segundo a agência, o diesel S-10 ficou em R$ 6,15 na semana encerrada em 6 de março, o que representa alta de 0,98% frente aos sete dias anteriores. O diesel comum, conforme a ANP, subiu 0,83% para R$ 6,08. A Edenred associa a aceleração aos movimentos do petróleo no mercado internacional em meio à guerra no Oriente Médio. Vinicios Fernandes, diretor de frete da Edenred Mobilidade, relaciona o cenário à escalada do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã e ao fechamento do Estreito de Ormuz, rota por onde passa mais de 20% do comércio global da commodity. A turbulência também se refletiu na cotação do barril: na segunda-feira (9), chegou perto de US$ 120 e depois recuou para a casa dos US$ 90 nos dias seguintes. Fernandes afirma: " O diesel costuma ser o combustível que reage primeiro a movimentos mais bruscos no mercado internacional de petróleo, principalmente por ter forte relação com a dinâmica do transporte de cargas no país". No abastecimento, o diretor menciona relatos de limitações em alguns pontos de venda. " Alguns postos já relatam dificuldade para repor combustível em determinados tanques ou bombas, o que pode indicar oferta mais restrita caso as limitações logísticas provocadas pelo conflito se prolonguem", avalia Fernandes. Ele também afirma que mudanças ao consumidor vêm ocorrendo sem anúncio oficial de reajuste da Petrobras nas refinarias. O tema entrou no radar do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), após sindicatos do setor indicarem aumento ou previsão de alta para gasolina e diesel em diversas regiões mesmo sem alteração nos valores praticados pela estatal. |