Operação de EUA e Israel no Irã já deixou 555 mortos, diz agência |
| Date: Mar 2, 2026 |
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| Image title: Operação de EUA e Israel no Irã já deixou 555 mortos, diz agência |
| Image credit: Reprodução/X @Iran |
| Link: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/03/02/mortos-ataques-eua-israel-ira.ghtml |
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Um ataque coordenado envolvendo Estados Unidos e Israel atingiu Teerã e pelo menos outras quatro cidades iranianas neste sábado (28), provocando uma escalada imediata no Oriente Médio e levando ao fechamento do Estreito de Ormuz, segundo a agência estatal iraniana Tasnim. A mídia estatal iraniana, citando a organização humanitária Crescente Vermelho, informou que 555 pessoas morreram no Irã desde o início dos ataques no final de semana. A mesma fonte aponta ainda ao menos 747 feridos após a ofensiva do sábado. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que o país iniciou “grandes operações de combate” no Irã e afirmou que pretende “aniquilar as forças armadas do país e destruir seu programa nuclear”. Em um vídeo de oito minutos publicado na rede Truth Social, Trump acusou o Irã de rejeitar “ todas as oportunidades de renunciar às suas ambições nucleares” e disse que os EUA “não aguentam mais”. Ainda de acordo com Trump, o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, teria sido morto nos ataques. Horas depois, o regime iraniano confirmou a informação. Durante o dia, foram registradas explosões em Teerã e em dezenas de outras cidades. Diferentemente do ataque de junho de 2025, a ofensiva deste sábado começou à luz do dia, na madrugada — descrita como o primeiro dia da semana no Irã. Em resposta, o Irã lançou mísseis contra Israel e atacou bases americanas no Oriente Médio, incluindo instalações em Catar, Emirados Árabes, Kuwait e Bahrein. O governo americano declarou que os danos nas bases dos EUA foram “mínimos”. O Ministério das Relações Exteriores do Irã declarou que o país é alvo de uma “agressão militar criminosa”, afirmou que o episódio ameaça a paz mundial e solicitou medidas da ONU. Na nota, também diz: “ Neste momento, o povo do Irã orgulha-se de ter feito tudo o que era necessário para evitar a guerra. Agora é tempo de defender a pátria e enfrentar a agressão militar do inimigo. Assim como estávamos preparados para negociar, estamos ainda mais preparados do que nunca para defender a integridade do Irã. As Forças Armadas da República Islâmica do Irã responderão aos agressores com firmeza”. Nas últimas semanas, os Estados Unidos ampliaram sua presença militar na região com o envio dos porta-aviões USS Abraham Lincoln e USS Gerald R. Ford, que se somaram a navios de guerra e a bases já mantidas no Oriente Médio. O texto também menciona que os EUA controlam ao menos 10 bases em países vizinhos ao Irã e mantêm tropas em outras nove, além de relatos de envio de aeronaves para a Europa e Israel. Do lado iraniano, houve exercícios militares conjuntos com Rússia e China, e imagens de satélite indicam fortificação e camuflagem de instalações nucleares. O contexto citado também menciona que a pressão americana ganhou força no início do ano após protestos contra o regime do aiatolá Ali Khamenei, seguidos de repressão que deixou milhares de manifestantes mortos, e que, depois disso, Trump passou a exigir um acordo nuclear enquanto negociações estavam em curso. |