Beija-Flor leva “Bembé do Mercado” à Sapucaí e mira o bicampeonato no Rio |
| Date: Feb 17, 2026 |
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| Image credit: Riotur |
| Link: https://odia.ig.com.br/diversao/carnaval/2026/02/7209509-beija-flor-faz-desfile-arrasador-levanta-sapucai-e-vai-brigar-pelo-bicampeonato-do-carnaval.html |
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A atual campeã do Grupo Especial do Carnaval do Rio, a Beija-Flor, voltou à Sapucaí com um desfile que alimentou a expectativa de repetir o feito e buscar o bicampeonato. Ao final da apresentação, a arquibancada ouviu os gritos de " É campeã". O enredo assinado pelo carnavalesco João Vitor Araújo levou para a Avenida o “Bembé do Mercado”, apontado como o maior candomblé de rua do mundo, realizado em Santo Amaro, na Bahia. A narrativa também relembrou a origem do evento, surgido em 1889, um ano após a abolição da escravatura, e a informação de que o Bembé reúne mais de 60 terreiros. Entre as novidades do desfile esteve a estreia de Nino do Milênio e Jéssica Martín como intérpretes, assumindo o microfone no lugar de Neguinho da Beija-Flor, que ocupou a função de 1976 a 2025. Desta vez, Neguinho apareceu como componente. A Comissão de Frente apresentou a imagem de um barco que se transforma em Mãe D’água, com uso de tripé e efeitos de luz, em uma abertura que se conectou ao impacto do abre-alas e ao início do desfile. O conjunto visual manteve a marca de luxo associada à escola, com carros e fantasias destacados pela execução e pelo desenvolvimento do enredo. A proposta de João Vitor Araújo também apostou em figurinos que permitiram maior leveza na passagem dos componentes pela Avenida. Houve, porém, um contratempo envolvendo uma alegoria: o quarto carro teve atraso para entrar na Avenida após danos durante a tentativa de passagem em um viaduto. Além disso, outra alegoria desfilou parcialmente apagada, situação que pode pesar na avaliação de alegorias e adereços. Na pista, Claudinho e Selminha Sorriso conduziram a apresentação do casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira sem intercorrências, mantendo a sintonia já conhecida. O canto da comunidade foi apontado como um dos pontos altos, com evolução segura. A bateria “Soberana”, sob comando dos mestres Plínio e Rodney, sustentou o ritmo do desfile, com Lorena Raíssa, de 19 anos, à frente do segmento. Dono de 15 títulos e terceiro maior campeão, o conjunto de Nilópolis encerrou a passagem pela Sapucaí deixando a mensagem de que a disputa pelo título exigirá alto nível para impedir um novo troféu para a escola. |