Primeiro pregão de 2026 tem queda do dólar e real em destaque

Date: Jan 2, 2026
Image credit: Agência Brasil
Link: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/01/dolar-comeca-2026-com-forte-queda.shtml

O dólar fechou o primeiro pregão de 2026 com uma forte queda em relação ao real, registrando desvalorização de 1,24% e encerrando o dia a R$ 5,4198. O real apresentou um dos melhores desempenhos entre as moedas globais, com a agenda econômica esvaziada e a liquidez reduzida após o feriado de Ano Novo impactando o mercado financeiro. Com o menor volume de negócios, a volatilidade da moeda aumenta. No último pregão de 2025, a moeda norte-americana havia fechado em baixa de 1,6%, cotada a R$ 5,488, acumulando perda de 11,19% durante o ano.


Segundo informações do Banco Central, o Brasil registrou um fluxo cambial total negativo de US$ 8,410 bilhões em dezembro até o dia 26. No canal financeiro, ocorreram saídas líquidas de US$ 15,047 bilhões, enquanto no canal comercial o saldo foi positivo em US$ 6,637 bilhões até a mesma data. Para o ano de 2026, os analistas apontam um cenário favorável para o real no contexto internacional, com expectativas de queda nas taxas de juros nos Estados Unidos, apesar das limitações impostas pela disputa eleitoral no Brasil.


Já na bolsa de valores, o Ibovespa abriu o dia em alta, porém reverteu a tendência e fechou com queda de 0,36%, a 160.539 pontos. O desempenho do índice foi impactado, principalmente, pela queda das ações da Petrobras, em decorrência da baixa no preço do petróleo no mercado internacional, bem como pelas empresas Minerva e MBRF, após restrições impostas pela China às importações de carne bovina. Encerrando o ano de 2025, o Ibovespa acumulou alta de 33,7%, a maior desde 2016.


Estrategistas do BTG Pactual preveem um bom desempenho das ações brasileiras no início de 2026, impulsionado pela flexibilização dos ciclos monetários nos Estados Unidos e no Brasil. Apesar da estabilidade esperada nas taxas de juros nos EUA no primeiro semestre, a redução das taxas no Brasil pode manter o mercado local aquecido. Por outro lado, as próximas eleições e a situação política interna podem trazer maior volatilidade aos mercados, especialmente no final do primeiro trimestre.